
Mesmo com a alta inflação, subida dos juros no crédito habitação e a recente instabilidade financeira, as famílias continuam a comprar casa em Portugal, tendo registado até o maior número de transações de sempre em 2022. E em 2023 o negócio das casas segue caminho a bom ritmo, apesar de os preços das casas continuarem a aumentar, garantem os especialistas do mercado.
A questão é que a procura de casas para comprar em Portugal continua a superar – e muito – a oferta existente, um desequilíbrio que ditou a descida em 7% do stock do parque habitacional português disponível para venda no primeiro trimestre de 2023 face ao que estava disponível no mesmo período de 2022, segundo um estudo do idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.
Oferta de casas à venda cai 32% no Porto e 24% em Lisboa
A oferta de habitação à venda em Portugal desceu em 12 das 20 capitais de distrito analisadas neste período. A liderar a lista encontra-se a Guarda, onde o número de casas anunciadas para comprar caiu 39% entre o primeiro trimestre de 2023 e o período homólogo. A lista de maiores quedas de stock de casas à venda segue com o Porto (-32%), Beja (-24%), Lisboa (-24%) e Vila Real (-24%).
Também no Funchal (-16%), Faro (-16%), Viana do Castelo (-8%), Viseu (-7%), Santarém (-6%), Portalegre (-3%) e em Aveiro (-3%) registou-se menos casas para comprar nos primeiros três meses de 2023 do que um ano antes. Em Ponta Delgada a oferta de casas à venda manteve-se estável neste período.
Por outro lado, houve seis capitais de distrito onde se registou uma subida da oferta de casas para comprar. Évora foi a cidade onde mais cresceu a oferta (60%), seguida por Braga (30%), Bragança (23%), Leiria (22%), Castelo Branco (3%), Coimbra (3%) e Setúbal (2%), aponta estudo do idealista.
Há menos casas para comprar em 14 distritos/ilhas
Analisando os 18 distritos de Portugal Continental e duas ilhas com amostras representativas, salta à vista que o stock de casas à venda em Portugal desceu em 14 territórios.
As maiores descidas da oferta de casas para comprar foram registadas em Faro (-20%), Lisboa (-11%), ilha da Madeira (-11%), Beja (-10%) e Coimbra (-10%). A lista segue com Porto (-8%), Viana do Castelo (-8%), Portalegre (-6%), Vila Real (-5%), Viseu (-5%), ilha de São Miguel (-5%), Aveiro (-4%), Santarém (-3%) e Guarda (-1%).
No distrito de Bragança, o stock de casas à venda subiu 17% entre o terceiro trimestre de 2023 e o período homólogo. Também se registou um aumento de casas para comprar nos mercados de Braga (13%), Setúbal (6%), Évora (5%), Castelo Branco (3%) e Leiria (2%).
O idealista analisou o número de imóveis disponíveis para venda no primeiro trimestre de 2023, comparando-o com o mesmo período de 2022.
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